Polícia Federal: como estudar para agente e escrivão
No último edital, a PF teve seis etapas eliminatórias; veja o conteúdo, o papel do TAF e como organizar um estudo de longo prazo.
- No edital de 2025, a PF ofereceu 1.000 vagas para delegado, perito, agente, escrivão e papiloscopista, banca Cebraspe.
- São seis etapas eliminatórias, incluindo prova objetiva, discursiva, TAF, avaliação médica e psicológica e investigação social.
- Conteúdo extenso pede estudo de longo prazo; não dá para deixar disciplina inteira para as últimas semanas.
Segundo a Agência Gov, as vagas de 2025 ficaram assim: 630 para agente, 160 para escrivão, 120 para delegado, 69 para perito e 21 para papiloscopista, com remuneração inicial entre R$ 14.164,81 e R$ 26.800,00. O resultado final foi homologado em setembro de 2026, com validade de seis meses, prorrogável por igual período; ou seja, ainda pode haver convocação dentro desse edital, mas um concurso novo depende de autorização futura que este texto não tem como confirmar.
As seis etapas do concurso
O processo da PF tem mais etapas do que a maioria dos concursos administrativos, e cada uma delas pode eliminar o candidato, o que muda a lógica de preparação: não basta passar na prova objetiva, é preciso se preparar para etapas físicas, médicas e psicológicas com a mesma seriedade.
| Etapa | Caráter | Observação |
|---|---|---|
| Prova objetiva e discursiva | Eliminatório e classificatório | Maior peso de conteúdo teórico |
| Exame de aptidão física (TAF) | Eliminatório | Exige preparo físico contínuo, não só nas semanas finais |
| Prova oral | Eliminatório e classificatório | Somente para o cargo de delegado |
| Avaliação médica e psicológica | Eliminatório | Sem preparo específico de conteúdo, mas exige cuidado com saúde |
| Avaliação de títulos | Classificatório | Somente para delegado e perito |
| Investigação social | Eliminatório | Analisa histórico do candidato |
Agente ou escrivão: o que muda no conteúdo
Agente e escrivão têm cargas de conteúdo parecidas na maior parte das disciplinas comuns (Português, Direito Constitucional e Administrativo, Direito Penal e Processual Penal, Informática, Raciocínio Lógico), mas o cargo de escrivão soma uma prova prática de digitação, eliminatória, que o agente não tem. Se você está decidido entre os dois, o escrivão exige treino extra de datilografia rápida e sem erro, algo que vale começar a praticar meses antes da prova, não na véspera.
A banca Cebraspe na Polícia Federal
A prova objetiva da PF segue o formato certo-ou-errado da Cebraspe. Entender como essa banca funciona antes de treinar questão evita o erro de estudar o conteúdo certo e ainda assim perder pontos por não entender a lógica de julgamento item a item, incluindo a regra de que, em muitos editais dessa banca, um erro anula um acerto.
Legislação penal: por onde começar
Direito Penal e Processual Penal têm peso relevante para os cargos policiais e costumam assustar quem nunca estudou Direito. Eu recomendaria começar pela parte geral do Código Penal (crime, tipicidade, culpabilidade) antes da parte especial, e usar o mesmo método de leitura ativa de lei seca para os artigos mais cobrados, já que a Cebraspe costuma cobrar a letra da lei com muita atenção a detalhe.
TAF: o exame que elimina quem não treina com antecedência
O Teste de Aptidão Física do último edital teve etapas eliminatórias, e o erro mais comum de quem estuda em tempo integral é deixar o físico de lado até a convocação sair. Um plano de preparo físico contínuo, mesmo que só três vezes por semana, evita a situação de ser convocado e não ter condicionamento suficiente para o prazo até a data do teste. O guia de TAF para escolas militares traz uma lógica de treino que também serve de base para o TAF de concursos policiais, ajustando aos exercícios específicos do edital vigente.
Um estudo de longo prazo, não de sprint final
O conteúdo da PF é extenso e a concorrência é alta, então não é o tipo de concurso que se resolve com três meses intensos, apesar de o cronograma de convocação e prova poder ser rápido depois que o edital sai. Eu organizaria o estudo em ciclos de revisão desde o início, tratando cada disciplina como algo que precisa ser revisitado várias vezes, e não como matéria que se "fecha" e nunca mais se olha.
- Direito Penal e Processual Penal: parte geral primeiro, depois crimes mais cobrados na prática policial.
- Direito Constitucional e Administrativo: base comum a quase todo concurso federal.
- Português: interpretação de texto e gramática no estilo certo-ou-errado da Cebraspe.
- Informática e Raciocínio Lógico: revisão constante, porque são fáceis de esquecer sem prática regular.
- Preparo físico: treino contínuo desde o início, não só na fase de convocação para o TAF.
Comparando com o concurso da PRF
Quem está decidindo entre PF e PRF encontra bastante sobreposição de conteúdo jurídico e de Português, mas etapas e cargos são diferentes; o comparativo em como estudar para a PRF ajuda a entender essas diferenças antes de dividir o tempo de estudo entre os dois.
Antes de considerar a preparação avançada
Perguntas frequentes
Quantas etapas tem o concurso da Polícia Federal?
Qual a diferença entre agente e escrivão da PF?
O TAF da Polícia Federal elimina o candidato?
Quanto tempo de estudo é recomendado para a Polícia Federal?
No início da preparação, o primeiro passo é mapear hoje as etapas do cargo que pretende disputar e monte um ciclo de revisão que cubra Direito Penal, Constitucional, Administrativo e Português toda semana, mesmo que em blocos pequenos. Coloque o preparo físico na rotina desde já, porque ele custa mais tempo para desenvolver do que qualquer disciplina teórica isolada.
Marcelo Moreira
Fundador do GaussEdu. Escreve sobre método de estudo, rotina e preparação para o ENEM, vestibulares, escolas militares e concursos públicos.