Como passar no ITA: as três fases e por onde começar
48 questões objetivas na 1ª fase, quatro dias de discursivas na 2ª e inspeção de saúde na 3ª; veja a estrutura e o que priorizar no estudo.
- A 1ª fase tem 48 questões objetivas (12 de Matemática, Física, Química e Inglês); só quem passa faz a 2ª fase.
- A 2ª fase tem quatro dias de provas: discursivas de Matemática, Física e Química, mais Redação e Português.
- São 180 vagas em 2026 (144 de ampla concorrência e 36 de cotas), com a 3ª fase sendo só inspeção de saúde.
Este guia parte do Edital do Concurso de Admissão ao ITA 2026, publicado pelo próprio instituto. A estrutura em três fases se repete de edição para edição, mas número de vagas, datas e taxa mudam todo ano; cheque no site oficial do vestibular do ITA antes de se planejar.
Como funciona a 1ª fase do ITA
A 1ª fase é um único dia de prova objetiva com 48 questões de múltipla escolha: 12 de Matemática, 12 de Física, 12 de Química e 12 de Inglês. O candidato é aprovado quando tira média geral igual ou superior a 5,0 numa escala de 0 a 10 e acerta o mínimo de questões estipulado para cada disciplina no próprio edital. Não basta ter média boa: existe um piso mínimo por matéria, então uma prova muito fraca em uma única disciplina pode reprovar mesmo com média geral alta.
Ser aprovado na 1ª fase não garante vaga na 2ª: o edital fala em ficar “habilitado para a segunda fase”, e essa habilitação depende de estar dentro de um critério de vagas discutido no próprio edital, não só da nota mínima.
O que muda na 2ª fase: quatro dias de discursivas
| Prova | Formato | Questões |
|---|---|---|
| Matemática | Discursiva | 10 questões |
| Física | Discursiva | 10 questões |
| Química | Discursiva | 10 questões |
| Português | Objetiva | 15 questões |
| Redação | Dissertativo-argumentativa | 1 texto |
A 2ª fase é aplicada em quatro dias consecutivos, com uma matéria discursiva por dia (Matemática, Física, Química) e o último dia reunindo Português objetivo e a Redação. É essa fase que decide a classificação final: o edital define a aprovação na 2ª fase por uma média geral igual ou superior a 5,0, calculada de forma específica sobre as cinco provas.
O ponto que mais separa quem se prepara para o ITA de quem se prepara para um vestibular tradicional é justamente essa parte discursiva: não basta saber resolver o problema, é preciso escrever a resolução de um jeito que mostre passo a passo o raciocínio, porque a banca corrige o caminho, não só a resposta final. Treinar só com questões de múltipla escolha não prepara para essa exigência.
A 3ª fase é só inspeção de saúde
Diferente do que muita gente espera, a 3ª fase do ITA não tem prova de conhecimento nem teste físico eliminatório como em outras escolas militares: é a Inspeção de Saúde, feita presencialmente em São José dos Campos, para quem foi aprovado na 2ª fase e está dentro do número de vagas. Isso muda a lógica de preparação: o esforço físico não decide a aprovação no ITA como decide, por exemplo, na EsPCEx ou na AFA.
Quantas vagas tem o ITA e quem pode se inscrever
O edital de 2026 fixa 180 vagas, sendo 144 para ampla concorrência e 36 para candidatos cotistas autodeclarados negros. Podem se inscrever candidatos de ambos os sexos, solteiros, que não completem 25 anos até 31 de dezembro do ano da matrícula, o que equivale a ter no máximo 23 anos completos até 31 de dezembro do ano anterior à inscrição. A inscrição custa R$ 195,00, com isenção prevista por critérios de renda.
Existe também a opção de fazer a prova como treineiro: o edital define treineiro como quem não concluiu e não vai concluir o ensino médio no ano de referência e quer usar a prova só para avaliar o próprio conhecimento. O treineiro eventualmente aprovado dentro do número de vagas não é considerado habilitado para as fases seguintes nem para matrícula.
Por onde começar a estudar
Eu começaria pela Matemática, porque ela aparece nas duas fases, tem o maior peso na base de exatas que o ITA cobra, e é a matéria em que o formato discursivo mais expõe quem só sabe decorar fórmula sem entender o caminho da resolução. Física e Química vêm em seguida, porque dependem de uma base matemática sólida para as contas da própria disciplina. Inglês entra só na 1ª fase e tende a exigir menos tempo de preparação específica do que as três exatas juntas.
Eu não deixaria a Redação para os últimos meses: mesmo pesando aparentemente menos do que as discursivas de exatas, ela é feita no mesmo dia que Português, no fim de uma sequência cansativa de quatro dias de prova, e exige prática de escrita sob pressão de tempo, algo que só se treina escrevendo redações completas, não lendo sobre técnica de redação. Para organizar essa base de exatas, o roteiro de matemática para escolas militares ajuda a sequenciar o conteúdo, e revisar Física com o mesmo rigor de fórmula e unidade que o guia de como estudar física para o Enem descreve serve de base, mesmo que o nível do ITA seja mais alto. O comparativo com o vestibular do IME mostra onde as provas se parecem e onde divergem, caso você esteja disputando os dois ao mesmo tempo.
Antes de se inscrever, confirme
Montar o cronograma para as duas fases do ITA, com o tempo certo para treinar discursivas de exatas e ainda manter Inglês e Redação em dia, é o que mais falta para quem estuda sozinho. Esse equilíbrio entre as duas fases é o que o plano por prova do GaussEdu resolve, ajustando o ritmo entre teoria, resolução escrita e simulado.
Perguntas frequentes
Quantas fases tem o vestibular do ITA?
Quantas questões tem a prova do ITA?
Quantas vagas tem o ITA em 2026?
A 3ª fase do ITA tem teste físico?
Marcelo Moreira
Fundador do GaussEdu. Escreve sobre método de estudo, rotina e preparação para o ENEM, vestibulares, escolas militares e concursos públicos.